Marcha da Liberdade em Salvador – mais um vídeo: “até quando?”

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Marcha da Liberdade: em Salvador gritamos “liberdade”!

Por Yuri Almeida
(@herdeirodocaos)

Cerca de 100 pessoas caminharam do Campo Grande ao Farol da Barra, neste sábado (18), na edição baiana da Marcha Nacional da Liberdade. Em Salvador, a #marchadaliberdade reuniu diversos movimentos e bandeiras, sob o “guarda-chuva” maior da luta pela liberdade e garantia de direitos humanos.

Mais fotos aqui, aqui, aqui

Ciclistas pediram mais ciclovias, artistas mais investimentos na cultura, estudantes e professores mais qualidade do ensino público, gritos por mais gentileza, contra a homofobia, a implantação da Usina de Belo Monte, o AI-5 Digital, pela universalização da banda larga, cultura livre, democratização dos meios de comunicação e acesso à informações públicas, legalização e discriminalização da maconha, defendemos o fora João Henrique (prefeito de Salvador), respeito às mulheres, as minorias, enfim… a Marcha Nacional da Liberdade foi a Marcha das Marchas.

O movimento, organizado de forma horizontal e sem a presença de partidos políticos e sindicatos, utilizou as redes sociais e ferramentas de informação e comunicação para mobilizar a sociedade para deixar as “redes” e ir para às “ruas”. A #marchadaliberdade solidifica o ciberativismo e a organização autônoma do povo na luta dos seus direitos.

A avaliação do movimento é que a Marcha da Liberdade em Salvador foi deveras produtiva, tendo em vista a ampla representatividade dos movimentos sociais e a cobertura midiática. Na capital baiana, a maioria dos veículos de comunicação se fez presente e ampliou as bandeiras de luta. Além disso, durante a Marcha, aproveitamos também para dialogar com a sociedade e explicar os motivos do movimento.

O próximo passo é formar uma ampla frente com diversos movimentos para um grande protesto no dia 2 de julho, data que comemora-se a independência da Bahia. As bandeiras são muitas, mas o grito é um só: “Liberdade, Liberdade, abre tuas asas sobre nós”.

#colabore: fez um vídeo sobre a Marcha? Tirou uma foto? Mande o seu relato para marcha-salvador@googlegroups.com

Veja o vídeo feito pela TV Bahia

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[Vídeo] – Marcha Nacional da Liberdade em Salvador

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Polícia Militar da Bahia fará segurança da Marcha da Liberdade

O comando da Polícia Militar da Bahia contatou o movimento Marcha da Liberdade em Salvador, com uma atitude muito solícita, oferecendo toda a colaboração para a segurança do evento, que acontecerá neste sábado (18/06).

O comandante afirmou que apoia os movimentos democráticos e que “sonha com o dia em que a Polícia ‘não precise portar qualquer tipo de arma”, sobretudo em manifestações públicas. No entanto, isso é um processo que se inicia, como salientou o comandante, e precisamos da atitude pacífica, cidadã e colaborativa de todos.

Portanto, é importante fazermos o nosso movimento com toda a energia, mas com atitude de PAZ, de colaboração e respeito – inclusive para com a PM, que estará nos acompanhando unicamente para prezar por nossa própria segurança.

Agradecemos, de antemão, a atenção especial e o apoio dedicado pela PM à Marcha da Liberdade em Salvador.

 

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STF libera “marcha da maconha”

Em decisão unânime (8 votos), o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a realização dos eventos chamados “marcha da maconha”, que reúnem manifestantes favoráveis à descriminalização da droga. Para os ministros, os direitos constitucionais de reunião e de livre expressão do pensamento garantem a realização dessas marchas. Muitos ressaltaram que a liberdade de expressão e de manifestação somente pode ser proibida quando for dirigida a incitar ou provocar ações ilegais e iminentes.

Pela decisão, tomada no julgamento de ação (ADPF 187) ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o artigo 287 do Código Penal deve ser interpretado conforme a Constituição de forma a não impedir manifestações públicas em defesa da legalização de drogas. O dispositivo tipifica como crime fazer apologia de “fato criminoso” ou de “autor do crime”.

O voto do decano da Corte, ministro Celso de Mello, foi seguido integralmente pelos colegas. Segundo ele, a “marcha da maconha” é um movimento social espontâneo que reivindica, por meio da livre manifestação do pensamento, “a possibilidade da discussão democrática do modelo proibicionista (do consumo de drogas) e dos efeitos que (esse modelo) produziu em termos de incremento da violência”.

Além disso, o ministro considerou que o evento possui caráter nitidamente cultural, já que nele são realizadas atividades musicais, teatrais e performáticas, e cria espaço para o debate do tema por meio de palestras, seminários e exibições de documentários relacionados às políticas públicas ligadas às drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas.

Celso de Mello explicou que a mera proposta de descriminalização de determinado ilícito penal não se confunde com o ato de incitação à prática do delito nem com o de apologia de fato criminoso. “O debate sobre abolição penal de determinadas condutas puníveis pode ser realizado de forma racional, com respeito entre interlocutores, ainda que a ideia, para a maioria, possa ser eventualmente considerada estranha, extravagante, inaceitável ou perigosa”, ponderou.

Mesmo acompanhando o relator, o ministro Luiz Fux achou necessário estabelecer parâmetros para a realização das manifestações. Fux ressaltou que elas devem ser pacíficas, sem uso armas e incitação à violência. Também devem ser previamente noticiadas às autoridades públicas, inclusive com informações como data, horário, local e objetivo do evento.

Ele acrescentou ser “imperioso que não haja incitação, incentivo ou estímulo ao consumo de entorpecentes” durante a marcha e deixou expresso que não pode haver consumo de entorpecentes durante o evento.

Por fim, ressaltou que crianças e adolescentes não podem ser engajados nesses eventos. “Se a Constituição cuidou de prever a proteção dos menores dependentes químicos, é corolário dessa previsão que se vislumbre um propósito constitucional de evitar tanto quanto possível o contato das crianças e dos adolescentes com a droga e com o risco eventual de uma dependência”, afirmou.

Nesse ponto, o ministro Celso de Mello observou que o dispositivo legal que estabelece o dever dos pais em relação a seus filhos menores é uma regra que se impõe por si mesma, por sua própria autoridade. Ele acrescentou que demais restrições impostas a eventos como a “marcha da maconha” estão determinados na própria Constituição.

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha acompanhou o voto do relator citando a seguinte afirmação de um jurista americano: “Se, em nome da segurança, abrirmos mão da liberdade, amanhã não teremos nem liberdade nem segurança”. Ela manifestou simpatia por manifestações de rua e lembrou que, há 30 anos, sua geração era impedida de se expressar pela mudança de governo na Praça Afonso Arinos, contígua à Faculdade de Direito, em Belo Horizonte (MG), onde a ministra se formou.

Segundo Cármen Lúcia, é necessário assegurar o direito de manifestação sobre a criminalização ou não do uso da maconha, pois manifestações como essas podem conduzir a modificações de leis.

Liberdade de reunião

O ministro Ricardo Lewandowski fez questão de chamar atenção para o ponto do voto do ministro Celso de Mello que tratou do regime jurídico da liberdade de reunião. Para Lewandowski, esse trecho do voto seria uma notável contribuição do decano da Corte para a doutrina das liberdades públicas. Após fazer uma análise sobre o que seria droga, tanto hoje quanto no futuro, o ministro disse entender não ser lícito coibir qualquer discussão sobre drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, desde que respeitados os ditames constitucionais.

Já o ministro Ayres Britto afirmou que “a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade, que é tonificada quando exercitada gregariamente, conjuntamente, porque a dignidade da pessoa humana não se exaure no gozo de direitos rigorosamente individuais, mas de direitos que são direitos coletivamente experimentados”.

A ministra Ellen Gracie, por sua vez, lembrou aos colegas que integra comissão internacional que estuda a descriminalização das drogas. “Sinto-me inclusive aliviada de que minha liberdade de pensamento e de expressão de pensamento esteja garantida”, disse.

Para o ministro Marco Aurélio, as decisões do Poder Judiciário coibindo a realização de atos públicos favoráveis à legalização das drogas simplesmente porque o uso da maconha é ilegal são incompatíveis com a garantia constitucional da liberdade de expressão. “Mesmo quando a adesão coletiva se revela improvável, a simples possibilidade de proclamar publicamente certas ideias corresponde ao ideal de realização pessoal e de demarcação do campo da individualidade”, disse.

Último a votar, o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, salientou que a liberdade de expressão é uma emanação direta do valor supremo da dignidade da pessoa humana e um fator de formação e aprimoramento da democracia.

“Desse ponto de vista, (a liberdade de expressão) é um fator relevante da construção e do resguardo da democracia, cujo pressuposto indispensável é o pluralismo ideológico”, disse. Ele acrescentou que liberdade de expressão “só pode ser proibida quando for dirigida a incitar ou provocar ações ilegais iminentes”.

Por fim, o ministro advertiu que “o Estado tem que, em respeito à Constituição Federal e ao direito infraconstitucional, tomar, como em todas as reuniões, as cautelas necessárias para prevenir os eventuais abusos”. Mas ressaltou: “Isso não significa que liberdade em si não mereça a proteção constitucional e o reconhecimento desta Corte”.

Redação/AD

Fonte: STF

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STF julga hoje (15) liberação de marchas pela legalização de drogas

Está na pauta de julgamentos de hoje (15), no Supremo Tribunal Federal, a ação que pretende liberar a realização de passeatas pela legalização de drogas no país, em especial da maconha. A ação foi proposta em 2009 pela vice-procuradora Deborah Duprat, quando ocupava a chefia interina da Procuradoria-Geral da República (PGR). O relator da ação é o ministro Celso de Mello.

Para Duprat, uma interpretação equivocada da legislação penal tem levado a Justiça a proibir as marchas pela legalização de drogas. Ela afirma que muitos juízes têm cancelado esse tipo de evento alegando que os manifestantes estão fazendo apologia ao uso de drogas, o que é vedado pelo Código Penal. Entretanto, a procuradora lembra que o entendimento restringe o direito fundamental da liberdade de expressão.

As primeiras passeatas pela legalização da maconha surgiram no Brasil no início da década de 2000, seguindo uma tendência mundial que começou nos dez anos anteriores. Os eventos são realizados tradicionalmente no mês de maio e em quase todas as edições houve problemas com a liberação na Justiça.

Neste ano, estavam previstas pelo menos 20 marchas em capitais e cidades do interior. Em São Paulo, os manifestantes entraram em conflito com a Polícia Militar (PM) na marcha realizada na Avenida Paulista, no dia 21 de maio. Os PMs chegaram a usar bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar manifestantes. Em Brasília, a marcha também foi proibida, mas ocorreu mesmo assim com o nome Marcha da Liberdade de Expressão.

A maioria das ações que tentam barrar as marchas pela legalização de drogas é do Ministério Público dos estados, enquanto a ação que pede a liberação dos eventos é do Ministério Público da União.

Fonte: Agência Brasil

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Vamos precisar de todo mundo…

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